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Todos os fanáticos nos docs da Apple devem estar se perguntando e como fica o iPhone? Visitando o Blog do iPhone vi um post muito interessante e que me chamou a atenção e que sou 100% de acordo com o autor deste post. Fica abaixo o post que foi publicado no Blog do iPhone a respeita da aquisição da Motorola pelo Google.
Por que a Google comprou a parte mobile da Motorola?
Muitos se precipitaram em dizer que agora a Google vai entrar com força também no hardware e se transformar em uma grande potência, destruindo a concorrência (leia-se iPhone). Calma lá, não é bem assim que a banda toca.
Ao que tudo indica, a intenção da Google não é criar uma super empresa de celulares, até porque a sua atual fórmula para ter uma grande participação de mercado é justamente a parceria com diversos fabricantes, disponibilizando de graça o sistema. A Samsung ou HTC não iriam gostar nada se o seu parceiro de anos simplesmente escolhesse agora um só fabricande e deixasse os outros de lado.
Ou seja, na teoria, nada vai mudar muito: vários fabricantes continuarão usando o sistema Android em seus aparelhos, podendo adaptá-los como eles quiserem. Nem mesmo o smartphone Nexus (celular planejado pela Google, sem a intromissão de ninguém) terá fabricante certo. A Motorola, se quiser, vai ter que brigar junto com os outros para conseguir fabricar o aparelho de terceira geração.
Mas então, por que pagar a estrondosa quantia de 12 bilhões de dólares? (como diria o Saraiva, “12 bilhões é muito dinheiro!“).
Guerra de patentes
A explicação mais lógica até o momento para esta compra gigante seria a aquisição automática de aproximadamente 25.000 patentes relativas a tecnologias móveis, o que é bem estranho, visto que semanas atrás a própria Google estava de mimimi dizendo que não queria entrar nessa história de briguinha por patentes (até porque, com o que ela copiou do iOS, não teria como ganhar).
Pelo que parece, o mimimi é só quando ela perde. Quando ela ganha, aí pode.
E o iPhone e iPad, serão ameaçados com esta união?
Ameaçados pela Motorola? Há!
O tablet Xoom foi um verdadeiro fracasso de vendas, mesmo usando já o sistema Android. E o pessoal da Motorola não vai mudar a curto prazo, ou seja, continuaremos a ver o mesmo tipo de produto de hoje, sem muitos avanços (a não ser o fato de rodar Flash!).
A jovem “energia” do Google é bem diferente daquela da Motorola, que tem décadas de vida. Não é com uma simples compra que, de um dia para o outro, uma vai se tornar a outra. E o lance da Google não é fazer hardware; se ela resolver mudar isso agora, estará entrando em uma área que não conhece, o que sempre é arriscado no mercado competitivo de hoje.
Só a Google pode não ser suficiente para transformar a Motorola. Um exemplo claro disso foi a parceria que a própria Apple fez com a empresa em 2005, lançando o Razr, o primeiro celular com iTunes. A tentativa era fazer um celular que tivesse o mesmo sucesso do iPod na época, mas não funcionou. A Apple teve que ela mesma criar seu hardware (o iPhone) para colocar toda a inovação que queria.
Então, o que vai mudar?
Eu não ficaria surpreso se, na prática, nada mudasse. A Google continuará com a parceria com vários fabricantes diferentes, o que significa que o Android continuará um sistema segmentado (justamente por essa liberdade dada aos fabricantes, que podem alterá-lo como querem).
Talvez mude apenas na guerra das patentes que, sinceramente, não diz respeito a nós, consumidores, que queremos apenas o produto pronto na prateleira, para decidirmos se compramos ou não.
Para usuários de iPhone, iPad e iPod touch, nada muda, pois felizmente contamos com uma empresa criativa e inovadora, que sempre nos surpreende com novidades a cada produto que lança.
A compra pela Google não mudará o fato de que a Motorola continuará tendo que correr atrás do atual sucesso dos dispositivos da Apple.
Última atualização (Seg, 22 de Agosto de 2011 16:56)
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