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Se você já estava impressionado com a realidade aumentada, imagine se ela fosse sensível aos objetos e pessoas? Pois saiba que a tecnologia para isso já existe!

A popularização de tecnologias envolvendo gráficos, dimensões e webcams já é uma abstração bastante concreta para alguns usuários. Até pacotes de salgadinhos já trazem os códigos necessários para dar vida aos bonecos, carros, celulares e toda uma infinidade de gráficos em 3D para o seu lado na tela do computador. Tudo o que você precisa fazer para começar a entrar nesse mundo de capacidade infinita é um código impresso, uma webcam e um plungin – normalmente é o Flash Player.

 

 


Como você já acompanhou por outros artigos produzidos pela Equipe Baixaki, a Realidade Aumentada pode ser compreendida de várias maneiras. Contudo, se este é o seu primeiro contato com esse tipo de tecnologia, descubra as origens de tudo em dois artigos – “Como funciona a Realidade Aumentada” e “Novas Tecnologias: jogos interativos”. Em um terceiro, você fica sabendo como ter um monstro de três cabeças enfeitando a sua mesa. Porém, os jogos e outros tipos de usos conhecidos da Realidade Aumentada já estão quase virando história.

 

 

Enquanto a Realidade Aumentada comum é capaz de apenas reproduzir gráficos sobre a área do código, um novo tipo de interação se aproxima. As interações são imprescindíveis para tornar aquela projeção gráfica em algo um pouco mais real. Por isso, pesquisadores japoneses já vêm desenvolvendo uma tecnologia capaz de permitir a interação entre a pessoa e o objeto virtual.

Essa nova tecnologia está em fase de pesquisas na Universidade de Tóquio e utiliza ondas de ultrassom para fazer com que hologramas comuns possam interagir com pessoas e objetos do mundo real. A Realidade Aumentada 2.0, como está sendo chamada essa evolução, consegue captar movimentos e fazer com que o objeto virtual interaja com qualquer coisa externa a ele.


Ao contrário da Realidade Aumentada que conhecemos, a versão 2.0 ainda não poderá ser comercializada e distribuída aos usuários domésticos. Isso acontece porque para poder interferir na rota de um pequeno elefantinho virtual, por exemplo, é preciso estar equipado de uma placa de sensores táteis e dois controles de Nintendo Wii modificados para perceber a localização exata de onde o objeto (ou mão) está.

Assista ao vídeo a seguir para entender como o processo foi elaborado. As legendas estão em inglês, porém, é fácil de entender pelas imagens.

Mesmo que essa tecnologia ainda demore um pouco para chegar às casas dos usuários, seria muito interessante imaginar possibilidades para o uso dessa ferramenta. Acoplar a Realidade Aumentada 2.0 em dispositivos gráficos já disponíveis hoje no mercado pode ser uma excelente maneira de difundir o uso dessa tecnologia.

Já imaginou se...


Os videogames da nova “safra” como o Project Natal e até mesmo outros que ainda nem sonhamos permitissem tocar, sentir e interagir ainda mais com os personagens? Talvez jogar Street Fighter se tornaria um pouco dolorido. Se o Ryu resolvesse soltar o famoso Hadouken contra o seu personagem, o impacto proveniente da magia poderia ser sentido por você e até mesmo espalhar-se devido à colisão contra o seu corpo.

 

 

Os cinemas em 3D ficariam cada vez mais intensos se cada poltrona estivesse equipada com os sensores táteis e de presença para que as ações da telona pudessem ser sentidas pelo espectador. Os fãs de filmes de guerra ficariam muito contentes em praticamente “vivenciar” o ocorrido – afinal, quem não gostaria de sentir o vento do trajeto de um projétil desviando?

Os filmes seriam cada vez mais realistas!

Aprender a dirigir também seria um pouco menos traumático para quem não é muito bom ao volante. As autoescolas podem integrar este aparato em moldes para que o aluno faça balizas sem ter o medo de arranhar ou bater o carro na vida real – convenhamos que fazer alguns arranhões na lataria não é nada bom, não é mesmo?

Quais os limites para a Realidade Aumentada?

Quem nunca teve um amigo imaginário quando era criança? Talvez daqui alguns anos, dizer que jogou uma partida de futebol com o seu amigo virtual não seria tão estranho. Cada vez mais gente teria um amigo desse e até mesmo poderia ser possível tocar e sentir pessoas que estão longe – como é o caso de muita gente que viajou para trabalhar ou estudar em outros países. Em pouco tempo, talvez seja possível apertar a mão de alguém que esteja na China e você no Brasil!

Essa questão de holografia já é bastante difundida nos filmes de ficção científica. O próprio Star Wars – obra máxima de George Lucas - explora muito bem essa tecnologia e oferece ao espectador um mundo de possibilidades. Por isso, as expectativas para a Realidade Aumentada 2.0 são quase infinitas!

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Última atualização (Sex, 14 de Agosto de 2009 00:33)

 
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